Ekonomia

Producao de cafe inferior a seis mil toneladas

Turki Reis | Tersa Feira, 20 Februari 2018 - 08:06:22 OTL | read: 58

Produção de café inferior a seis mil toneladas

 Díli- Segundo os dados da Associação de Café de Timor-Leste (ACTL), a produção de café não chegou às seis mil toneladas entre 2017 e 2018.

“Sabemos que a produção de café em Timor tem vindo a cair todos os anos desde o tempo colonial. Antes, a produção rondava as 20 mil toneladas por ano. Desde a nossa independência, que a queda se tem acentuado e este ano não chega às seis mil toneladas”, disse o Vice-Presidente da ACTL, Afonso Oliveira, na sexta-feira (16/02), nas instalações do Banco Asiático de Desenvolvimento, em Farol, Díli.

Afonso Oliveira adiantou que, em 2017, o Ministério da Agricultura e Pescas (MAP) preparou 500 hectares de plantações de café e em 2018 serão 400 hectares.

“Todos os anos a associação faz contratos com os mercados internacionais para comprarem cinco mil toneladas. Temos de fazer um esforço, pois, caso não cumpramos os contratos, temos de pagar multas. Se tivermos café e não o comprarem, também poderão ser aplicadas multas”, sublinhou.

Segundo o presidente, o café de Timor arábica e robusta tem bastante qualidade para os mercados internacionais.

O dirigente recordou que em 1940 as plantações de café sofreram, a nível mundial e em Timor-Leste, fortes danos com a “doença da ferrugem”, mas estas variedades de café resistiram. Em 1957, os portugueses fizeram um estudo e levaram estas variedades para Portugal e de lá para outras partes do mundo. Atualmente, 50 países utilizam o café de Timor.

“Nós já contactámos a UNESCO para podermos elevar o nosso café a Património Mundial da Humanidade e transformar as plantações em atrações turísticas”, realçou o presidente.

Afonso Oliveira destacou ainda que, além de promover o café, a ACTL ajuda os produtores a aumentar as quantidades produzidas, dado que em nove municípios que dependem do café a produção caiu. O apoio permite, desta forma, aos produtores abastecer os mercados internacionais e melhorar os rendimentos das famílias, reduzindo a pobreza em Timor-Leste.

“Estas quebras na produção acontecem também devido às mudanças climáticas. O ser humano não as pode evitar, porque são as condições da natureza. No entanto, precisamos de nos adaptar e trabalhar na renovação das plantas de café”, recordou.

O dirigente adiantou que este ano irão exportar seis mil toneladas de café, porque a associação trabalha em colaboração com os produtores das cooperativas. (jxy)










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